Prestar consultoria não é crime, diz Gurgel sobre Palocci

18/05/2011 20:24

 O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse nesta quarta-feira que deverá pedir informações ao ministro Antonio Palocci (Casa Civil) até o início da semana que vem.

Ele ainda afirmou que deverá estabelecer um prazo de 15 a 20 dias para o ministro responder.

Para Gurgel, que ontem disse que a evolução patrimonial de Palocci merece "olhar mais cuidadoso", o fato de o ministro prestar consultoria não representa crime, mas "pode ser reprovável em aspectos éticos".

"O procurador-geral só atua nas encrencas mesmo. Só quando há crime. A prestação de consultoria pode ser reprovável em aspectos éticos, mas ela em princípio não constitui crime e se não constitui crime não justifica a atuação do Ministério Público", afirmou.

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Reportagem da Folha do último domingo (15) mostrou que o ministro multiplicou por 20 seu patrimônio entre 2006 e 2010. Ele adquiriu dois imóveis pela empresa Projeto --um apartamento de luxo em São Paulo no valor de R$ 6,6 milhões e um escritório na mesma cidade por R$ 882 mil.

Duas representações já foram enviadas à Procuradoria Geral da República. Uma só do PPS e outra de todos os partidos da oposição (DEM, PSDB e mais uma vez o PPS).

O procurador-geral afirmou que será preciso analisar o que levou o aumento patrimonial de Palocci.

"É preciso ver outros fatos que estão por trás disso", disse.

Gurgel afirmou que já analisou a primeira representação, do PPS, e que não encontrou elementos para pedir uma abertura de inquérito até o momento.

Uma outra, proposta por senadores de partidos da oposição, ele afirmou ainda não ter visto. "Dei uma olhada na primeira [representação], aparentemente não traz [elementos suficientes]. Se a segunda também não trouxer, será o caso de pedir informações", disse.

Em entrevista ao "Jornal Nacional", da TV Globo, Gurgel afirmou que por enquanto não há "elementos suficientes" para um inquérito.

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