Polícia indicia médicos que amputaram perna de bebê no Rio

10/05/2011 22:39

 Os médicos neurocirurgiões José Francisco Manganelli Salomão e Antônio Rosa Bellas foram indiciados nesta terça-feira sob suspeita de lesão corporal culposa (quando não há intenção de matar), pela morte da recém-nascida Kamyle Victoria Nascimento Souza, de três meses.

Bebê que teve perna amputada morre no Rio

A menina nasceu com hidroencefalia grave --quando existe ausência do cérebro, substituído por bolsas com líquido cerebrospinal-- e foi submetida, no dia em 1º de março, a uma microendoscopia para drenar o líquido do crânio. Durante a operação, realizada no Instituto Fernandes Figueira, na zona sul do Rio, a criança sofreu queimadura na perna por causa de um bisturi elétrico. Houve necessidade de amputação.

Kamyle morreu na última quinta-feira (5). A menina passou mal, em casa, e chegou a ser socorrida, mas não resistiu.

A técnica de enfermagem Ana Maria Pimentel do Couto também foi indiciada pelo delegado titular da 9ª, Pedro Paulo Pontes Pinho.

De acordo com Pinho, os peritos criminais do Instituto de Criminalística Carlos Éboli não encontraram defeito no funcionamento do bisturi utilizado na cirurgia e nenhuma irregularidade nas instalações no centro cirúrgico.

Com base nos laudos, o delegado decidiu pelo indiciamento dos médicos e da enfermeira, encaminhando o caso ao 1º Juizado Especial Criminal (JECRIM), em Botafogo (zona sul do Rio). Para o delegado a provável causa do acidente ocorrido durante a cirurgia foi falha humana.

A reportagem não conseguiu localizar representantes dos médicos.

 
 
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